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Dia da Favela, 4 de novembro, será marcado por shows, debates e reflexões

Irão acontecer ações em favelas de todo o país. Sambista Arlindo Cruz será o grande homenageado do dia

Dia da Favela, 4 de novembro, será marcado por shows, debates e reflexões
Irão acontecer ações em favelas de todo o país. Sambista Arlindo Cruz será o grande homenageado do dia

Dia 4 de novembro é Dia da Favela. A data foi escolhida, porque foi neste dia que a expressão favela apareceu pela primeira vez em um documento oficial. Foi no Rio de Janeiro, em 1900*, quando o então delegado da 10º Circunscrição e o chefe da Polícia da época, Dr. Enéas Galvão, redigiu um documento se referindo ao Morro da Providência como favela, um lugar que precisava ser limpado, associando aquele território como um lugar sujo, de gente imoral, entre outros adjetivos negativos. Hoje a Providência é considerada a primeira favela do Brasil.

No município de São Paulo, a data entrou para o calendário oficial de eventos em 2015 pela inserção do parágrafo 7 no artigo 42 na Lei de número 14.485, proposta pelo então vereador Netinho de Paula.

No Rio de Janeiro, o Dia da Favela é lei desde 2006, quando foi proposta pelo então vereador Edson Santos. E, em 2019, se tornou lei também no estado do Rio, por conta da então deputada Martha Rocha.

Mais do que comemoração, o dia será marcado por reflexão sobre os problemas existentes nestes territórios, e o descaso e a negligência históricos demandados a esses lugares e seus moradores. Mas também haverá exaltação da representatividade, da resiliência e da potência presentes nestes territórios.

Por isso, acontecerão uma série de debates, palestras e shows por favelas de todo o Brasil, promovidos por diversas instituições que atuam nestes locais.

O grande homenageado desta 16ª edição do Dia da Favela será o sambista Arlindo Cruz, que sempre poetizou a favela em suas letras, sem esquecer do lugar de onde veio, exaltando-o em suas composições.

“A gente não deve comemorar a existência das favelas, mas deve sim celebrar as mais diversas manifestações culturais, artísticas, sociais, de honestidade, de solidariedade, que existem e são marca das pessoas que vivem nesse lugar. Isso sim precisa ser celebrado e festejado. A ideia é comemorar a resiliência, a força, a autenticidade, e a agenda positiva tão presente nesses territórios”, explicou Nega Gizza, rapper, produtora de eventos em favelas e fundadora da CUFA (Central Única das Favelas).

Muitas atividades acontecerão por todo o país. Entre elas, shows de artistas como Dudu Nobre e Leci Brandão. No Complexo do Alemão, no Rio, serão plantadas 20 mudas de favela, responsável pela origem do nome*.

O Instituto Data Favela, uma parceria da Favela Holding com o Instituto Locomotiva, está preparando uma grande pesquisa para colaborar nas reflexões do Dia da Favela, sobre as conquistas, as transformações, as reflexões e também as reparações tão sonhadas.

“A favela tem uma enorme contribuição para a existência e desenvolvimento desse país. Foi o território que mais sofreu na pandemia, mas foi quem foi pra rua fazer os serviços que contribuíram para o asfalto permanecer em home office, evitando um caos maior”, falou Preto Zezé, presidente nacional da CUFA. “Por isso 4 de novembro é dia de celebrar a força, a dignidade, resiliência, a luta e as conquistas da favela”, concluiu Zezé.

Um vídeo chamada sobre o Dia da Favela foi produzido, para que as televisões e rádio que queiram entrar nessa jornada de divulgação de uma agenda positiva pra favela possam também solicitar e receber esse material.

Sobre o Dia da Favela
A data foi escolhida, porque foi neste dia que o termo favela apareceu em um documento oficial. Foi no Rio de Janeiro, em 1900, redigido pelo o então delegado da 10º Circunscrição e o chefe da Polícia da época, Dr. Enéas Galvão, que se referiu ao Morro da Providência como favela, onde moravam os favelados.
Eram conhecidos assim os soldados que lutaram na Guerra dos Canudos (1896-1897), na Bahia, e ficaram marcados pela planta favela, muito comum no Sertão Nordestino.
Após a guerra, eles foram morar no Morro da Providência, região central do Rio. As manchas que a planta deixou no corpo deles, fez com que eles ficassem conhecidos como “favelados” e o local onde moravam, como favela. O Morro da Providência é conhecido por ser a primeira favela do país.

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