Notícia Cufa 




30/03/2017 - Ação Humanitária

RJ - Celso Athayde e Renato Meirelles fazem pesquisa com pessoas ligadas ao tráfico de drogas

O objetivo é saber qual o potencial de consumo dessa população e seus hábitos.

Instituto Data Favela faz pesquisa inédita com pessoas ligadas ao tráfico de drogas no Rio.

Trabalho, liderado por Celso AthaydeRenato Meirelles, quer saber a opinião desse grupo sobre temas como casamento, eleições, aborto, descriminalização das drogas, pena de morte, música e religião.

O empreendedor Celso Athayde, fundador da Central Única das Favelas (Cufa), e o pesquisador Renato Meirelles estão à frente de uma pesquisa inédita. O Instituto Data Favela, uma das empresas da Favela Holding, especializada em favelas no Brasil, percorrerá 312 comunidades do Rio de Janeiro e região metropolitana para entrevistar pessoas ligadas ao tráfico de drogas sobre temas como casamento, eleições 2018, aborto, descriminalização das drogas, pena de morte, música, religião. Além desses assuntos, os consultores coletarão informações sobre as preferências desse grupo por emissora de TV, rádio, ídolos, escolas de samba, operadora de telefone, rede bancária e relação familiar. O objetivo do Data Favela é saber qual o potencial de consumo dessa população e seus hábitos. Prevista para ser lançado em setembro deste ano, o trabalho se transformará em livro, com reflexões sobre os temas pesquisados.

- Sempre escuto dizer que o dinheiro do tráfico é sujo, até ai tudo bem. Mas, com essa pesquisa, vamos descobrir que esse dinheiro faz parte da cadeia econômica como todos os outros - diz Celso Athayde.

O ex-traficante Fábio Pinto dos Santos, o Fabinho São João, que trabalha na área de expansão da Holding e já foi líder de uma das facções criminosa do Rio, após cumprir pena na penitenciária federal em Mossoró (RN) ganhou liberdade há seis meses, será consultor e colaborador de campo da pesquisa, além de participar do livro.

- Acho importante ter uma pesquisa mostrando que, apesar dessas pessoas infelizmente estarem na delinquência, elas amam, têm família, religião e consomem, por exemplo, as mesmas fraldas que o pessoal do asfalto consome - afirma Fábio.

#CUFA #CelsoAthayde #RenatoMeirelles #DataFavela







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